Outro dia me perguntaram o que acontece com Per a tothom, abandonado em silêncio. Foi assim, de surpresa, e quem sabe a resposta tenha soado tão ou mais supreendente: já não escrevo porque volto para o Brasil, definitivamente, e falta motivação para continuar alimentando o blog.
Trata-se, em realidade, dessas atitudes humanas um tanto estúpidas, sem pé nem cabeça. Mas escrever é assim mesmo, vem muito da vontade – sempre e quando quem escreve ainda não desenvolveu a disciplina para escrever simplesmente. Assim estamos em Per a tothom, sem essa disciplina do simplesmente.
Mas deixemos de dar voltas. Barcelona entrou na etapa das despedidas. Dos lugares que vejo, das pessoas que encontro. “Já em outubro?”; “Mas tão poucas semanas?”; “É definitivo?”; “Sentiremos a tua falta”; “Mas manterá contato, não?”. Cada pergunta tocando uma fibra, presionando onde mais se sente.
E em meio a essas despedidas antecipadas – alguém já disse que é possível sentir saudade do que ainda virá -, emerge uma Barcelona distinta para mim. Uma Barcelona menos criticável, mais divertida e tolerável. De mais encontros de fim de tarde, novos bares, mais caminhadas.
Não que Barcelona tenha sido ingrata alguma vez, longe disso. Mas agora deixa de ser a cidade do meu dia-a-dia. Por isso, a vivo como a Barcelona do meu princípio aqui, a que se apresentava sempre em novidades.
Portanto, o esclarecimento: Per a tothom não tem futuro certo. Ou não seria o que é.



Te entendo perfeitamente Lê! Escrever é assim: depende da vontade, motivação, algo que nos estimule a contar, a dizer, a se posicionar!
Quanto a volta imagino mesmo que agora é assim… você volta a curtir Barcelona como se ainda mal a conhecesse! Aquela sensação boa, descompromissada, que gostoso!
No mais saudades de você. beijo grande!