Per a tothom
Um blog em CatalunyaArquivo para Fevereiro, 2008
Barcelona no cinema
Que tal conhecer, esse fim de semana, a Barcelona filmada por diferentes diretores? A proposta é da web Barcelona Movie Walks, que conta detalhes e curiosidades de quatro filmes, além de mostrar no mapa os pontos da cidade capturados para a telona.
É como diz a apresentação: “Un espacio creado para todas las personas interesadas en Barcelona, el cine y las actividades de turismo cultural”.
Vale muito a pena uma visita.
Beatlemania em BCN
Sábado passado foi dia de Beatles. Tocaram aqui em Barcelona, e falam catalão perfeitamente! Foi o que demonstraram nos intervalos entre uma música e outra, contando piadinhas para romper o gelo inicial.
O show aconteceu na Sala Bikini (Deu i Mata, 105 – mapa aqui), onde estávamos público e músicos da Abbey Road, “la banda tributo Beatle más importante del panorama Español, con un repertorio que hasta la fecha recogía los más grandes éxitos de la banda Británica durante el periodo 1962 – 1966. Ahora amplia su repertorio a la segunda época, hasta 1970″.
Somewhere in her smile she knows,
That I don’t need no other lover.
Something in her style that shows me.
I don’t want to leave her now,
You know I believe in how.
Por isso digo que os Beatles falam catalão: os Abbey Road – quintos na lista de melhores clones mundiais dos ingleses – são uma cópia verdadeira da banda original: cabelos, roupas, acordes e atitude no palco. Sempre me perguntei como deve ser isso de viver (e, mais ainda, tocar) imitando outro, mas parece que esse questionamento só passava pela cabeça durante o show. Os músicos tocavam animados para uma platéia empolgada. Havia duas meninas ao meu lado, por exemplo, que se comportavam como as fãns do passado, e estou seguro de que pulariam no palco se fossem os autênticos Beatles.
I look at the world and i notice it’s turning
While my guitar gently weeps
With every mistake we must surely be learning
Still my guitar gently weeps
Os Abbey Road chegam ao requinte de vestir roupas confeccionadas a partir de desenhos originais. Havia uma sinceridade recíproca no ar: a banda respeitava o carinho do público pelos Beatles, enquanto a platéia admirava a tentativa dos músicos de reviver o sonho. Penso que podiam estar mais “soltos”, como nos bis. Em vez disso, todo o show soava como um CD de estúdio, com sonoridade muito certinha.
It’s wonderful to be here,
It’s certainly a thrill
You’re such a lovely audience,
We’d like to take you home with us, we’d love to take you home.
A banda já realizou mais de 1.500 shows, em quatro continentes. É muita estrada, e por isso continuo pensando como será isso de viver de imitar. Que deixe um comentário quem faz algo semelhante.
Carta abierta
Me acuerdo cuando, por la carretera y al estirar el brazo, podía sentir tu mano desatenta y reposada sobre tu pierna. Al tocarla, la puesta de sol ganaba más color –¡te lo juro!–. El viaje ya no era de fin de semana, sino el de nuestras vidas.
Yo tentaba entonces mirarte sin que me notaras, o seguro te enterarías de mi rostro sorprendido de cómo la felicidad, sí, puede existir, aunque por un efémero segundo. El viaje –el de nuestras vidas– prometía colecciones de estas cápsulas de felicidad.
Prometía. Quiso el entorno que todo se hiciera más dificultoso, que las carreteras a seguir se mostraran sinuosas y que nos perdiéramos por el camino. Intenté transmitirte la misma tranquilidad de cuando te cogía de la mano en nuestros primeros viajes, pero fallé.
Es cierto lo de que debemos buscar apoyo en los que amamos para con ello encontrar el sentido común fundamental. Me lo diste, recordándome que juntos podríamos con todo. Pero fallé, sin comprenderlo del todo.
Fue cuando quizás tuviste el primer escalofrío, cuando quizás lo nuestro dejó de convencerte. Mirabas en búsqueda de aquel chico seguro cuya primera declaración sincera, delante todo el grupo de amigos, te sorprendió quitándote el aire. Lo recordaré hasta el último segundo, puesto que lo hice como si de un acto cotidiano como caminar se tratara.
Aquel chico, sin embargo, se había ido, dejándome a mi mismo carente de él. No pude con las circunstancias, el esfuerzo, los giros y la imposibilidad de ofrecerte más. Me decías que tenías lo fundamental, pediéndome únicamente que estuviera tranquilo.
De mi parte, sí merecías más, y de ahí el remolino. Parece ser que lo cuidaría mejor si tuviera más experiencia, pero llegué hasta donde podía. He sido sincero contigo, y antes conmigo mismo.
Perdón por lo que puedas sentir ahora. No era esta la intención, jamás ha sido.
Cuídate. Y hasta el próximo café.
Ótima música em São Paulo
O caro Bruno e sua banda Seis com Casca (música erudita de uma maneira popular e música popular de uma maneira erudita) tocam esta quarta-feira (27/02) no Café Piu-Piu (13 de Maio, 134 – Bixiga).
Vontade louca de ir e ficar até o último bis. Quem puder, que me conte depois.
Noite na Casa Portuguesa
Veio do Brasil a notícia de que o amigo Lello já é português. Pensei: junto uma turma e vamos todos à Casa Portuguesa (Carrer Verdi, 58 – mapa aqui) para comemorar como pede a ocasião. Foi a oportunidade também para reunir as “parejas” que fizemos o curso de lindy hop, estilo de dança ligado ao swing.
O ambiente é bastante agradável, com boa música (curiosamente pouca típica portuguesa), uma variedade desejável de vinhos e salgadinhos e doces para comer. A explicação para o bom gosto da decoração, a diversidade musical e o estilo descontraído é que a casa, apesar do que sugere o nome, está desvinculada do governo português. Trata-se de um investimento privado que, no fim das contas, chama clientela – também – pela idéia de que seja a “casa” de Portugal em Barcelona.
Éramos eu, Luis, Laia, Cristina e a Carlota e o seu namorado. Antes de sentar, como clientes normais, tentamos lembrar os passos de lindy hop, e assim começou a noite. Pedimos uma garrafa de vinho da casa (mesmo a dois, sai mais em conta que pedir taças individuais), empadas de lombo e galinha, pastéis de carne, um borrachão e queijo. A conversa boa completou o cardápio, assim como o atendimento impecável. Brinde ao Lello.
Foi nessa noite que conheci a mania da lomografia. Esse estilo/tendência/método de foto merece uma definição ipsis litteris: “Todo comenzó en Praga en 1991, cuando nosotros, un tropel de alegres estudiantes vieneses descubrimos en una tienda de accesorios fotográficos la pequeña cámara compacta rusa de nombre ‘Lomo Kompakt Automat’, descubriendo una nueva forma de fotografía: el divertido disparo desde la cadera, la aventura de la instantánea improvisada y casual, la excitación de la experimentación fotográfica continua y cotidiana en el mayor número de situaciones imposibles, con resultados fotográficos imposibles”.
Ver os modelos (aqui), porém, já basta para entender melhor a lomografia. Boas fotos.
Segunda-feira, verdade?
Per a tothom não publica hoje para recuperar-se do irônico e surpreendente do dia.
Amanhã haverá outro; ele, sim, com mais palavras e linhas.
Auto-crítica
Per a tothom é complacente com Barcelona. Prestigia, celebra e apresenta a urbe com modos de um admirador assumido. Per a tothom, porém, vive na/a cidade, e não poderia simplesmente ignorar o mal que há por perto.Por isso, reproduz a página 2 do jornal gratuito em inglês BCN Week, com uma mensagem crítica bastante realista (o texto foi publicado como uma publicidade, provavelmente por falta de anunciantes):
PROHIBITED
In Catalunya the “civic” laws PROHIBIT:
- Playing music in the street without permision
- Selling stuff in the street (in order to make people richier and poor people stay poor)
- Street circus, performance (so you’ll have more time to go to the thousands of PROSTITUTE stablishments in town)
- Working without “PAPERS” (go sell your own body…)
- Live in an ABANDONED HOUSE, selfgovernment (they want you to be their $LAV€, FOREVER!)
- Sticking SMILEYS (they say it’s “visual pollution”. Doesn’t Coca-Cola do the same?)
* In a few words; they say:
GIVE US ALL YOUR MONEY and GO HOME!
Know the rules (so you can broke them EASIER).
Quem é Barcelona?
Opinam cidadãos comuns. Sobrando tempo, visite o site com vídeos criado pela prefeitura da cidade (em inglês, catalão e castelhano).


